segunda-feira, 6 de agosto de 2012

CAPÍTULO 17 - FORMAÇÃO DE GELO

INTRODUÇÃO
Afeta a aeronave, tanto nas partes internas quanto externamente.
Nas partes internas o gelo se forma no tubo de Pitot, nos carburadores e nas tomadas de ar.
Externamente ocorre nas superfícies expostas 

17.1 - CONDIÇÕESAeronave voando através de água liquida visível na forma de chuva ou gotículas de nuvens.
Temperatura do ar e da aeronave devem ser iguais ou inferiores a 0 ºC.

17.2 - CONSEQUÊNCIASAumenta o peso e arrasto
Diminui a sustentação e o impulso
Aumenta o consumo de combustível
Perda da eficiência da radio-comunicação

17.3 - INTENSIDADE
TRAÇOS:
Não requer uso do sistema contra gelo. Removido pelo ar
MODERADA:
Requer ocasionalmente o uso anti-ice. Mudança de FL
FORTE:
Requer o uso continuo do anti-ice e mudança de FL.
SEVERA:
Sistema anti-ice se torna insuficiente. Mudança de FL

17.4 - ALTITUDENÍVEIS MÁXIMOS: 30.000 E 35.000 FT
Dentro de Trovoadas pode chegar a 50.000 FT, principalmente no inverno e outono

17.5 - TIPOS
  • GELO CLARO
  • ESCARCHA
  • GEADA
O TAMANHO E A TEMPERATURA DAS GOTÍCULAS DETERMINAM A FORMAÇÃO DO GELO CLARO OU ESCARCHA;
A TEMPERATURA DA AERONAVE E A UMIDADE DO AR, A GEADA.

17.5.1 - GELO CLARO (LISO ou CRISTAL)Oferece maior perigo as aeronaves em voo
Denso, transparente, desprende-se com dificuldade, alterando o perfil aerodinâmico do avião.
Formação com temperatura entre 0 e –10ºC em nuvens cumuliformes
Pode ser observado nas bandejas de um refrigerador

17.5.2 - ESCARCHA
Gelo Opaco, Granulado ou Amorfo
Gelo leitoso que se forma com nuvens estratiformes entre –10º e –20ºC.
    Ar Estável.
Igual ao que se forma cobrindo às paredes externas do congelador de uma geladeira.

17.5.3 - GEADA
Fina camada aderindo aos bordos de ataque, para-brisas e janelas da aeronave em voo
Não pesa, nem altera os perfis da aeronave, mas afeta a visibilidade do piloto
Ocorre com aeronave em áreas muito frias
Ocorre sobre aviões à jato, quando descem em níveis baixos, quentes e saturados. 

17.6 - PROCESSO DE FORMAÇÃO
MASSAS DE AR
Estável: Formação de gelo amorfo em NS e AS
Instável: Formação de gelo claro em TCU e CB

FRONTAL
Frente Fria e Linhas de Trovoada: Formação de Gelo Claro.
Frente Quente e Estacionárias: Formação de Gelo Amorfo.
Frente Oclusa: Formação de Gelo Claro e Amorfo.

17.7 - EFEITOS do GELO SOBRE A AERONAVE
  • Sistema de Carburação
  • Asas e empenagem
  • Hélices
  • Tubo de Pitot
  • Antenas
A) Sistema de CarburaçãoReduz o rendimento do motor.  
Pode ocorrer  três formas:
Acúmulo de gelo na tomada de ar do motor afetando a mistura de combustível.
Acúmulo de gelo no interior do carburador através do fluxo de ar no sistema de injeção.
Resfriamento da evaporação do combustível ao ser introduzido na corrente de ar.

B) Asas e EmpenagemModifica o perfil aerodinâmico
Aumenta a resistência ao avanço e
Diminui a sustentação.

C) HélicesReduz o rendimento
Motor apresenta vibrações devido ao desbalanceamento da hélice.
Pode ocorrer formação de gelo do centro para as pontas.
D) Tubo de PitotCausa bloqueio do tubo de pitot
Afeta os instrumentos de velocidade vertical (climb), altímetro e velocímetro.
Muitas vezes, a queda na velocidade indicada, é causada por gelo no Pitot.

E) AntenasProduz efeito prejudiciais às comunicações
Poderá romper a antena.

17.8 - SISTEMAS DE COMBATEDivididos em duas classes:
Anticongelantes: impedem que a formação de gelo ocorra
Descongelantes: agem sobre o gelo já formado.

  • MECÂNICO
  • TÉRMICO
  • QUÍMICO

PROCEDIMENTOS
a) providenciar a remoção do gelo depositado sobre a aeronave, antes da decolagem;
b) usar o sistema anti-gelo adequadamente, seguindo as normas operacionais para cada tipo de aeronave;
c) evitar níveis de voo dentro de nuvens com alto índice de precipitação, principalmente na faixa térmica entre 0 e -20°C;
d) subir para níveis mais altos ou descer para faixas térmicas positivas (se possível), quando pressentir que os sistemas de combate à formação de gelo se tornaram ineficientes e
e) enviar mensagem de posição, reportando formações de gelo em seu nível de voo, caso tenha sido surpreendido.



RESPONDA-ME

1) O gelo claro, numa aeronave, ocorrerá quando a temperatura estiver entre:
a) –2ºC e 0ºC              b) –1ºC e 0ºC
c) –10ºC e 0ºC            d)  0ºC e 0,5ºC

2) Para evitar a formação de gelo em aeronaves, o piloto deverá voar:
a) Fora de nuvens
b) Com temperaturas abaixo de –40ºC
c) Em locais com umidade elevada
d) Sempre com temperaturas negativas

3) O gelo claro (vidrado) predomina:
a) abaixo de 0ºC em CB    b) acima de 0ºC em NS
c) abaixo de 0ºC em NS    d) acima de 0ºC em CB
Respostas: 1C; 2A; 3A


Mais exercícios nos links abaixo: 
EXERCÍCIOS METEOROLOGIA PP - Capítulo 17 – FORMAÇÃO DE GELO



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CAPÍTULO 16 - TURBULÊNCIA

Para uma aeronave em voo, a atmosfera é considerada turbulenta quando há irregularidade do movimento do fluxo do ar. Resultante:
Aquecimento diferenciado do solo
Obstáculos naturais

16.1 - TIPOS DE TURBULÊNCIA
  • CONVECTIVA
  • MECÂNICA
  • DINÂMICAS

A) Turbulência Convectiva ou Térmica:
É causada pelas variações  térmicas verticais superiores a 1ºC/100M.
Mais intensa nas tardes de verão sobre o continente.
Nuvens: Cumulus

Gradiente Térmico < ou = RAS
(entre 0,6ºC e 1ºC/100m)
Turbulência dentro da nuvem

Gradiente Térmico > RAS
Turbulência dentro e fora da nuvem

Turbulência Convectiva é sempre mais intensa em trovoada no estágio Maturidade

B) TURBULÊNCIA MECÂNICA (OBSTÁCULO)
Turbulência provocada pelo ar que sopra perpendicular a um obstáculo.
  • OROGRÁFICA
  • SOLO

Superfície: Afeta pouso e decolagem.
Altitude: Afeta aeronaves em voo

  • B.1 - TURBULÊNCIA OROGRÁFICA
    Turbulência provocada pelo ar que sopra perpendicularmente a uma cordilheira.
    Ocorre a sotavento e sua intensidade é consequência da velocidade do vento e da altura do relevo.
    Formação de Ondas Orográficas (Montanha ou estacionárias)
    Nuvens Lenticulares formam-se acima do topo da montanha e
    Nuvens Rolos formam-se abaixo do topo das montanhas a sotavento
    Ao aproximar do topo de uma montanha, a sotavento, uma aeronave tenderá a perder altitude.                                                                                                                                 Ondas estacionárias são observadas a sotavento das montanhas.

Precauções
a) Corrigir a velocidade indicada da aeronave para suavizar os efeitos da turbulência, segundo as normas do aparelho;
b) Evitar voos à baixa altura entre montanhas, principalmente nas proximidades do lado sotavento de uma delas;
c) Evitar as nuvens "rolo", pois constituem áreas de intensa turbulência;
d) Evitar nuvens lenticulares, principalmente se seus bordos forem esfarrapados;
e) Não confiar, excessivamente, nas indicações do altímetro próximo aos picos de montanhas, pois podem conter erros superiores a 1.000 pés;
f) Executar a aproximação para pouso em velocidade pouco acima da prevista, a fim de evitar uma queda brusca de sustentação; e
g) Estar atento para os possíveis efeitos psicológicos da turbulência sobre a tripulação.
  • B2 - TURBULÊNCIA MECÂNICA DE SOLO
Topografia acidentada e as edificações podem provocar desvios no fluxo horizontal do ar atmosférico.

C) TURBULÊNCIA DINÂMICA
  • FRONTAL
  • CAT
  • WINDSHEAR
  • ESTEIRA DE TURBULÊNCIA

  • C.1 - FRONTAL
Ascensão do ar quente na rampa frontal. Quanto mais quente e úmido e instável estiver o ar, maior será a turbulência.
As turbulência frontais mais severas são associadas as Frentes Frias.

  • C.2) TURBULÊNCIA EM AR CLARO
Turbulência sem nenhuma advertência visual.
Ocorrem associadas a correntes de jato
No inverno e sobre os continentes entre 20.000 e 40.000 FT

  • C3 - WINDSHEAR
Ocorre quando existe variação da velocidade do vento ou em sua direção dentro de uma curta distância.
Aparece associada às trovoadas, podendo ocorrer associadas às frentes, brisa marítima, onda orográficas e inversão de temperaturas
Também conhecido como Tesoura de Vento, Cortante de Vento, Gradiente de Vento ou Cisalhamento.

  • C.4 - ESTEIRA DE TURBULÊNCIA
São vórtices de pontas de asas surgem nas laterais da esteira, formando turbilhões intensos e perigosos para aeronaves de menor porte, peso e velocidade.
Na decolagem, sair da pista antes do ponto de “saída de solo” da aeronave precedente.
Ao pousar, tocar a pista depois do ponto de toque da aeronave precedente.


RESPONDA-ME
1) Nuvens lenticulares e nuvens rolo, são sinais de turbulência:
a) Convectiva                           b) em ar claro
c) mecânica à superfície        d) mecânica em montanhas

2) A movimentação irregular do fluxo de ar que se move obstruções ou terrenos irregulares, ocasiona um tipo de turbulência denominada:
a) termal                                    b) mecânica
c) convectiva                             d) em ar claro

3) A fim de evitar a turbulência convectiva, o vôo nas proximidades de cumulus, deve ser conduzido, com referencias a nuvens:
a) acima                                   b) abaixo
c) no interior                             d) abaixo ou acima



RESPOSTAS: 1D; 2B; 3A


Mais exercícios nos links abaixo:
EXERCÍCIOS METEOROLOGIA PP - Capítulo 16 - TURBULÊNCIA


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CAPÍTULO 15 - FRENTES

DEFINIÇÕES
Sistema de pressões baixas,alongado, situadas entre dois sistemas de pressões alta
Zona de transição que separa duas massas de ar com características diferentes.
Ar  mais frio sempre se situa para o lado do pólo e o mais quente para o lado do equador
Quando o ar frio avança para o equador a frente será fria.
Quando o ar quente avança para o pólo a frente será quente.
Toda frente (fria ou quente) ocorre entre dois centros de alta. A frente sempre será uma área de baixa.
O ângulo que as frentes formam com a superfície é chamado Declive ou Inclinação.
Quanto menor a inclinação, mais lenta e menos intensa
Quanto maior a inclinação, mais rápida e mais intensa



CLASSIFICAÇÃO
  • FRIA
  • QUENTES
  • OCLUSAS
  • ESTACIONÁRIA

a) FRENTE FRIA
É uma superfície de descontinuidade, formada por uma massa de ar polar que avança sobre uma massa de ar tropical.

As frentes frias apresentam uma inclinação maior que as quentes, razão por que são mais rápidas e violentas.


CARACTERÍSTICAS
O valor médio do Declive da Frente Fria = 1 : 80
Toda Frente Fria é precedida por Cirrus e Cirrostratus, logo a seguir vem o sistema de nuvens médias.
DESLOCAMENTO: As frentes no hemisfério sul deslocam-se de SW para NE
Pré-Frontal: 
Ventos NW
A temperatura se eleva e a pressão decresce.

Frontal: 
Ventos W
Pressão baixa

Pós-Frontal: 
Ventos: SW
Temperatura decrescendo e pressões se elevando.

DISPOSIÇÃO LONGITUDINAL: NW para SE (HS)


Nuvens - Cirrus depois as nuvens do tipo Cirrocumulus, Altocumulus, Cumulus e Cumulonimbus.

b) FRENTE QUENTE
Massa de ar quente avançando sobre uma massa de ar frio.

Retorno de uma frente fria que perdeu força e adquiriu características de quente.

CARACTERÍSTICAS
Deslocamento: no HS desloca-se de NW para SE.
Ventos:   
Pré-Frontal: SW
Frontal: W
Pós-Frontal: NW

Pouca variação de pressão e temperatura.
Valor Médio do Declive da Frente Quente: 1:150 podendo chegar a 1:200 e 1:300

c) FRENTES ESTACIONÁRIAS
Quando uma frente perde velocidade e seu deslocamento é desprezível.
Duas massas em equilíbrio.

d) FRENTES OCLUSAS
Encontro de duas frentes de características diferentes.
Dois tipos: Oclusão Fria ou Oclusão Quente.

e) FRONTOGÊNESE
Frente em formação.
Início do deslocamento de uma massa de ar.

f) FRONTÓLISE
Frente em dissipação
Quando duas massas de ar começa haver um equilíbrio, tornando-se homogênea.

g) LINHA DE INSTABILIDADE
Frentes frias mais velozes e mais intensas.
Desenvolvem-se entre 50 a 300 Milhas.
Linha de CBs denominada Pré-Frontal ou Linha de Instabilidade.



RESPONDA-ME
1) Linha de trovoada que precede algumas frentes frias, denomina-se:
a)frontólise                b)frontogênese
c)frente oclusa                d)linha de instabilidade

2) Uma frente fria só pode existir se houver:
a) as pressões elevadas        b) temperaturas baixas
c) circulações ciclônicas        d) circulações anticiclônicas

3) Ventos pré-frontais de frente fria no hemisfério sul sopram geralmente de:
a) NE                    b) SE
c) SW                    d) NW


RESPOSTAS: 1D; 2C; 3D


Mais exercícios nos links abaixo:
EXERCÍCIOS METEOROLOGIA PP - Capítulo 15 - FRENTES


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CAPÍTULO 14 - MASSAS DE AR

DEFINIÇÃO
É um vasto volume de ar, cuja estrutura aparenta características básicas mais ou menos uniformes no plano horizontal.
Mantendo características quanto a Temperatura, Pressão e Umidade

14.1 - CLASSIFICAÇÃO
  • NATUREZA DA SUPERFÍCIE
  • REGIÕES DE ORIGEM
  • TEMPERATURAS

a) NATUREZA DA SUPERFÍCIE
  • MARÍTIMA (m): Quando se forma sobre os oceanos, sendo massas de ar úmidas.
  • CONTINENTAIS(c): Quando se forma no continente, sendo massas de ar mais secas.

b) REGIÕES DE ORIGEM
  • POLAR (P)
  • EQUATORIAL (E)
  • TROPICAL(T)
  • ÁRTICA e ANTÁRTICA (A)
A massa de ar de origem na região Ártica é de natureza Marítima
A massa de ar de origem na região Antártica é de natureza Continental

c) TEMPERATURA
  • MASSA FRIA (K - Kalt): Quando se deslocam sobre superfícies mais quentes.
  • MASSA QUENTE (W- Warm): Massa de ar apresenta mais quente que a superfície sobre o qual se desloca.
14.2 - CARACTERÍSTICAS
MASSA FRIA (K - Kalt): Quando se deslocam sobre superfícies mais quentes.
  • Gradiente Térmico > 1ºC/100M
  • Instabilidade
  • Nuvens Cumuliformes
  • Turbulência
  • Visibilidade Boa
  • Formação de Gelo Claro
MASSA QUENTE (W- Warm): Massa de ar apresenta mais quente que a superfície sobre o qual se desloca.
  • Gradiente Térmico <1ºC/100M
  • Estabilidade
  • Nuvens Estratiformes
  • Má Visibilidade
  • Ar Calmo, sem Turbulência
  • Formação de gelo Amorfo

14.3 - MASSAS QUE AFETAM O BRASIL
MASSA EQUATORIAL CONTINENTAL: Maranhão, Porto Velho, Tefé, Teresina...
MASSA EQUATORIAL MARÍTIMA: Litoral, Amapá, São Luiz, Fortaleza
MASSA TROPICAL CONTINENTAL: Brasília, Campo Grande...
MASSA TROPICAL MARÍTIMA: Litoral Sul, Porto Alegre, São Paulo, Florianópolis.
MASSA POLAR: Ocorre no inverno atingindo a fronteira do Rio Grande do Sul. Alcança Porto Alegre.
Responda-me
1) Uma massa de ar polar, fria, do pacifico, é identificada:
a)mPk        b)mPc        c)cTw        d)mTw


2) As massas de ar adquirem as características das superfícies em que se formam, as quais podem ser classificadas em:
a) frias e secas            b) frias e quentes
c) equatoriais e polares    d) continentais e marítimas


3) A região polar sul:
a) é um vasto oceano congelado       
b) é um imenso continente de gelo
c) apresenta altitude média de 1.000 m   
d) abrange regiões marítimas e continentais congeladas

Respostas: 1A; 2D; 3B


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CAPÍTULO 13 - PROCESSO ADIABÁTICO

INTRODUÇÃO - PROCESSO ADIABÁTICO
O ar atmosférico sendo considerado como um gás, quando é AQUECIDO, apresenta menor densidade e se EXPANDE e, quando é RESFRIADO, apresenta maior densidade e se COMPRIME. Conclusão variação de temperatura, provoca modificações na pressão e no volume do ar.
Processo Adiabático é aquele, no qual uma parcela de ar se expande ou comprime, sem que haja troca de calor com o meio ambiente.

a) RAZÃO ADIABÁTICA SECA
Variação de temperatura sofrida por uma parcela de ar seco (da superfície até a base da nuvem)
                                                           RAS = 1ºC/100M

b) RAZÃO ADIABÁTICA ÚMIDA
Processo adiabático de uma parcela de ar saturada (da base ao topo da nuvem).
                                                           RAU = 0,6ºC/100M

GRADIENTES TÉRMICOS

GRADIENTE NORMAL = 0,65ºC/100M OU 2ºC/1.000FT
GRADIENTE SUPER ADIABÁTICO > QUE 1ºC/100M
GRADIENTE AUTOCONVECTIVO: Gradiente máximo para o ar seco, permissível na atmosfera é de 3,42ºC/100M
GRADIENTE DO PONTO DE ORVALHO: 0,2ºC/100M

13.2 - NÍVEL DE CONDENSAÇÃO CONVECTIVA (NCC)
Nível onde o ar saturado se condensa, ou seja, a temperatura do ar se iguala a temperatura do ponto de orvalho. A altura do NCC equivale à altura da base das nuvens.
                                                            H= (T- PO) x 125
Onde:
H = altura da nuvem Cumulus
T = Temperatura na superfície
PO = Ponto de Orvalho na superfície
O valor constante 125 será resultado da diferença entre os gradientes RAS - PO (1/100m - 0,2/100m)


13.3 - EQUILIBRIO DA ATMOSFERA

13.3.1 - EQUILIBRIO DO AR SECO:
INSTÁVEL: Gradiente térmico > 1ºC/100M
ESTÁVEL: Gradiente Térmico < 1ºC/100M
NEUTRO: Gradiente Térmico = 1ºC/100M

13.3.2 - EQUILIBRIO DO AR SATURADO:
INSTÁVEL: Gradiente térmico > 0,6ºC/100M
ESTÁVEL: Gradiente Térmico < 0,6ºC/100M
NEUTRO: Gradiente Térmico = 0,6ºC/100M

13. 4 - CONDIÇÕES DE TEMPO ASSOCIADAS AO EQUILÍBRIO DO AR
1. INSTABILIDADE
  • Tempo ruim,
  • nuvens cumuliformes,
  • precipitação tipo pancada,
  • visibilidade boa,
  • ar turbulento,
  • formação de  gelo claro.
2. ESTABILIDADE
  • Bom tempo,
  • céu claro ou nuvens estratiformes,
  • Visibilidade restrita por nevoeiro, fumaça, névoa seca, névoa úmida,
  • precipitação leve,
  • ar calmo,
  • sem turbulência,
  • formação de gelo opaco.

13.5 - ESTABILIDADE CONDICIONAL
Ocorre quando o gradiente térmico do ar ambiente estiver compreendido entre o valor da razão adiabática úmida e a razão adiabática seca.
                                                   0,6ºC/100M<GT<1ºC/100M

13. 6 - INSTABILIDADE ABSOLUTA OU MECÂNICA
Quanto maior o gradiente térmico maior será o grau de instabilidade da atmosfera. A instabilidade que ocorre com o gradiente auto-convectivo provoca o maior grau de instabilidade.
Com o gradiente auto-convectivo o ar torna-se muito mais frio acima da superfície, provocando afundamento pelo peso e o ar superaquecido e bem mais leve à superfície sobe com violência.


GRADIENTE AUTO-CONVECTIVO 
3,42ºC/100M
                                                                



                                                                EXERCÍCIOS

1) Nuvens cumulus estão a 1.000M de altura a temperatura do PO a 500M é 15º C. Calcular a temperatura na base da nuvem.

2) Nuvens cumulus estão a 1.500M de altura a temperatura do PO na base da nuvem é de 12 ºC. Calcular a temperatura convectiva e a temperatura do PO na superfície.

3) Nuvens cumulus estão formadas por convecção a 1.000 M de altura a barlavento de uma montanha de 2.000M de altura. A temperatura convectiva é 25ºC. Calcular a temperatura no topo da montanha, a 500M do solo no lado a sotavento e também na superfície ainda no mesmo lado.

4) Calcular a altura da base das nuvens cumulus sabendo-se que a temperatura do ar a 800M é 13ºC e a temperatura do PO a 500M é 8ºC.

5) Nuvens cumulus estão formadas a 700M de altura sobre um planalto de 300M situado a barlavento de uma montanha de 1.500M. A temperatura convectiva no planalto é 20 ºC. Calcular a temperatura no topo da montanha e em superfície no lado a sotavento.


6) Determinar a temperatura do ar, em graus Celsius, à superfície, sabendo-se que o ponto de orvalho, na base da nuvem cumulus, é igual a 15ºC e o NCC da respectiva nebulosidade é igual a 1.000 metros.
a)25        b)27            c)29            d)31


7) NCC indica:
a) as bases das nuvens convectivas       
b) o topo da camada limite
c) o topo das nuvens convectivas
d) as bases das nuvens estratiformes

8) Em qual dos gradientes abaixo, poderá ocorrer trovoadas:
a)0,1ºC/100M        b)0,5ºC/100M        c)1,6ºC/200M        d)2,4ºC/200M

9) Dada à camada de ar: ao nível do mar 20ºC e a 2000 metros 0ºC. Determinar sua condição de equilíbrio:
a) neutro                  b) estável               c) instável                d) mecânico

10) Uma parcela de ar no nível do mar com 27ºC sobe a encosta de um morro de 2.000 metros, indo formar nuvens convectivas a 800 metros. Qual será a temperatura do ar do outro lado do morro na altitude de 300 metros:
a) 24ºC                   b) 32ºC                  c) 11,8ºC                    d) 28,8ºC





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RESOLUÇÕES


1)Gradiente PO = 0,2/100m
0,2 x 500/100 = C
PO = 15 - 1 = 14°C 






2)  
T = 12°C
Variação T
1.500M = +15°C
T= 27°C


PO = 12°C
Variação do PO
1500M = +3°C
PO = 15°C











 3) 
T = 25°C
1.000 M x 1/100M
VARIAÇÃO = -10°C
Logo Base da nuvem = 15°C

1.000 M x 0,6/100

VARIAÇÃO = -6°C
Logo Topo da nuvem = 9°C

1.500 M x 1/100
VARIAÇÃO = +15°C
Logo T2 (500m do solo sotavento) = 24°C


500 M x 1/100
VARIAÇÃO = +5°C
Logo T3 (solo sotavento) = 29°C




4) 

A 800m T = 13ºC

800M x 1/100

Variação = +8°C

Superfície T = 21ºC

A 500m PO = 8ºC

500M x 0,2/100

Variação = +1°C

Superfície PO = 9ºC

H=(T-PO)x125

H=(21-9)x125

H=12x125 =1.500M







5) 

6)
Na base da nuvem
T = 15ºC


Descendo
1.000M x 1/100

Variação = +10°C

Logo na superfície
T = 25ºC


 7) Resposta: A

 8) Resposta:D
 
 9) Resposta: A

 10)  
No nível do mar T= 27°C

Subindo 800 na RAS
800M x 1/100

Variação = -8°C

Temperatura na Base da nuvem = 19°C

Subiremos 1200m na RAU
1.200M x 0,6/100

Variação = -7,2°C

Encontraremos no topo da montanha 
11,8ºC

No sotavento desceremos 1700m na RAS
1.700M x 1/100

Variação = +17°C

Logo encontraremos a 300m
28,8ºC

 

Mais exercícios nos links abaixo:
EXERCÍCIOS METEOROLOGIA PP - Capítulo 13 – PROCESSO ADIABÁTICO
http://meteorocg.blogspot.com.br/2014/02/simulado-meteorologia-pppc-capitulo-13.html






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